Soberania individual · Nossos princípios
Manifesto
Uma declaração sobre retomar o locus de controle, criar opções e reduzir o poder que uma única jurisdição exerce sobre nossas vidas.
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Da revolta à ação
Há tempos que cansei de acompanhar os mesmos escândalos políticos, pagar cada vez mais impostos, ver a inflação corroendo o valor do nosso dinheiro, conviver com insegurança, educação ruim, guerras e tantas decisões tomadas por governos e instituições que interferem diretamente na nossa vida. Mas acho que cansei ainda mais de ouvir que a solução para tudo isso está na próxima eleição, no próximo governo ou em finalmente encontrarmos as pessoas certas para ocupar o poder.
Eu já não acredito nisso!
Também não quero passar o resto da minha vida discutindo política, reclamando do governo e esperando que as coisas mudem. Quero gastar minha energia com algo que está muito mais sob o meu controle: descobrir como depender cada vez menos de tudo isso.
Usarei o noticiário apenas para fomentar ainda mais essa revolta contra os governantes e a falha democracia das massas.
É sobre isso que eu quero estudar, experimentar e compartilhar daqui para frente.
Sobre soberania individual.
Para mim, ela começa com uma mudança relativamente simples de mentalidade, que é parar de colocar o nosso locus de controle do lado de fora e assumir mais responsabilidade sobre aquilo que acontece com a nossa própria vida. Buscar conhecimento, empreender, construir patrimônio, ter propósito, ajudar outras pessoas a crescerem e, principalmente, criar opções.
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O mundo mudou
Durante praticamente toda a história, o lugar onde uma pessoa nascia determinava quase tudo. A moeda que ela usaria, os impostos que pagaria, o governo ao qual estaria submetida, a educação dos filhos, as oportunidades econômicas, as regras sobre seu patrimônio e até sua capacidade de atravessar uma fronteira. A gente cresceu achando isso absolutamente normal porque, durante muito tempo, realmente havia poucas alternativas.
Só que o mundo mudou muito e talvez a nossa maneira de pensar sobre isso ainda não tenha mudado na mesma velocidade.
Hoje alguém pode morar em um país, trabalhar para outro, ter clientes espalhados pelo mundo, investir em diferentes mercados, manter patrimônio em mais de uma jurisdição e estruturar uma empresa onde existam melhores condições para operar. Podemos buscar uma segunda residência ou cidadania, escolher onde nossos filhos vão estudar e construir uma vida que não esteja necessariamente concentrada no país em que, por acaso, nascemos.
E agora temos o Bitcoin, um ativo monetário global que pode ser mantido pelo próprio indivíduo e que não depende da emissão de nenhum governo. Independentemente da opinião de cada um sobre ele, eu acho difícil ignorar o tamanho da mudança que uma tecnologia como essa representa.
Internet, IA, trabalho remoto, empreendedorismo global, mobilidade internacional, criptografia, Bitcoin e descentralização estão criando ferramentas que dão ao indivíduo uma capacidade de escolha que simplesmente não existia algumas décadas atrás.
É aí que a coisa fica particularmente interessante para mim.
A tecnologia ampliou a capacidade de escolha do indivíduo. Nossa mentalidade precisa acompanhar.
03
Alternativas em vez de confronto
Eu não quero combater o Estado e muito menos defender violência ou qualquer tipo de confronto. Na verdade, quero exatamente o contrário. Quero descobrir quantas coisas da minha vida eu consigo resolver sem precisar dele e quero ajudar outras pessoas interessadas nisso a fazerem a mesma coisa.
Se uma jurisdição cobra muito e entrega pouco, talvez eu possa escolher outra. Se um país oferece mais segurança para minha família, quero conhecê-lo. Se outro oferece melhores condições para empreender, quero entender suas regras. Se existe um lugar melhor para proteger determinado patrimônio, quero poder considerá-lo. Se meus filhos puderem ter uma experiência educacional melhor em outro lugar, isso também deveria fazer parte da decisão.
E talvez nem exista um país capaz de resolver tudo isso ao mesmo tempo. Aliás, provavelmente não existe.
É justamente aí que entra uma ideia que me interessa muito, que é a Teoria das Bandeiras. Em vez de concentrar residência, cidadania, empresa, banco, investimentos e patrimônio sob uma única jurisdição, por que não avaliar cada uma dessas decisões separadamente?
A gente aprendeu que não deveria colocar todos os ovos na mesma cesta quando investe, mas curiosamente aceita colocar praticamente a vida inteira debaixo da mesma bandeira.
Para mim isso também é concentração de risco. É risco jurisdicional.
Não significa que todo mundo precise sair do próprio país, abrir empresa no exterior ou ter cinco residências. Significa apenas entender que essas escolhas existem e que cada pessoa pode decidir quais delas fazem sentido para sua realidade, sua família, seu patrimônio e seus objetivos.
04
O poder do exit
E quanto mais pessoas tiverem essa capacidade de escolha, mais interessante fica a relação entre indivíduos e governos.
Eu gosto muito mais da ideia de países competindo por pessoas, talentos, empresas e capital do que de pessoas permanentemente tentando convencer seus governos a tratá-las melhor. Se uma jurisdição começa a criar condições ruins, aqueles que tiverem alternativas podem reduzir sua exposição a ela e direcionar parte da sua vida para lugares que ofereçam condições melhores.
Esse conceito de exit me interessa muito.
Não é preciso derrubar ninguém, tomar o poder ou convencer milhões de pessoas a pensar como você. Você simplesmente aumenta suas opções e, quando fizer sentido, dentro da lei, pode levar seu talento, sua empresa, seu patrimônio ou até sua presença para outro lugar.
Essa é talvez a forma mais elegante que encontrei de transformar minha própria revolta em alguma coisa produtiva.
Porque ficar indignado com imposto, inflação, corrupção, insegurança ou irresponsabilidade política é muito fácil. Eu mesmo faço isso. O difícil é pegar essa indignação e perguntar: o que eu consigo efetivamente fazer para que isso tenha cada vez menos poder sobre a minha vida?
É essa pergunta que quero explorar.
Quero falar sobre empreendedorismo, Bitcoin, descentralização, liberdade, geopolítica, Teoria das Bandeiras, residência fiscal, cidadania, patrimônio internacional, educação, privacidade e sobre todas as ferramentas que possam aumentar nossa independência e nossa capacidade de escolha.
Não tenho a pretensão de dizer que esse caminho serve para todo mundo e nem quero convencer quem não acredita nessas ideias, ele é para poucos.
Acho inclusive que tentar convencer todo mundo seria contraditório com a própria ideia de liberdade que estou defendendo.
Quero trocar experiências principalmente com quem já olha para tudo isso e sente que alguma coisa não faz sentido. Com quem cansou de esperar que o próximo governo resolva sua vida, com quem prefere construir a reclamar e com quem entende que independência econômica e conhecimento aumentam muito a nossa capacidade de sermos realmente livres.
Não passe a vida reclamando das regras. Conheça suas alternativas.
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Conhecimento, recursos e alternativas
Eu continuo sendo brasileiro, continuo tendo minha história, minha família, meus amigos e minhas raízes. Soberania individual, para mim, não significa rejeitar tudo isso. Significa apenas não aceitar que o lugar onde nasci tenha necessariamente que determinar onde vou morar, onde vou investir, em qual moeda vou guardar meu patrimônio, onde minha empresa deve estar ou quais oportunidades meus filhos poderão ter.
No fundo, é uma ideia bastante simples.
Eu não quero passar minha vida procurando um governante melhor para organizar cada aspecto dela. Quero construir uma vida que dependa cada vez menos de quem estiver governando.
Não quero pedir liberdade. Quero construir independência.
Não quero passar a vida reclamando das regras. Quero conhecer minhas alternativas.
E não quero que uma única jurisdição tenha poder demais sobre tudo aquilo que levei uma vida para construir.
É esse caminho que eu quero seguir e é essa conversa que eu quero fomentar.
Para mim, ser um indivíduo soberano é exatamente isso: ter conhecimento, recursos e alternativas suficientes para poder escolher.
E talvez a melhor resposta para um sistema que tantas vezes trabalha contra os nossos interesses não seja passar a vida tentando derrotá-lo.
Talvez seja simplesmente aprender a depender cada vez menos dele.